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Despedida sem adeus

Sabe aquela sensação amarga,

de estar se despedindo...

mas sem um abraço, sem um adeus formal?

É como se, aos poucos, a gente fosse sumindo da vida um do outro.

Devagar.

Silenciosamente.


Não é uma despedida de viagem,

daquelas que a gente sabe quando vai voltar.

É a despedida de quem se gosta muito,

mas mesmo assim, vai.

Vai cada um pro seu canto.

Pra sua fase.

Pro seu momento.

Pra sua escolha.


E o pior é que não tem vilão nessa história.

Ninguém errou feio,

ninguém foi escroto,

ninguém quebrou promessas.

Pelo contrário...

A gente sabe o bem que fez um pro outro.

O quanto se gostou.

O quanto tudo parecia tão certo, tão possível, tão nosso.


Mas a vida tem dessas coisas.

Ela desenha caminhos que não se cruzam,

cria tempos que não se alinham,

e planta vontades que não florescem juntas.


E dói.

Dói porque ainda tem carinho.

Ainda tem saudade.

Ainda tem aquele pensamento bobo de "e se fosse diferente?".


Mas não é.

E a gente aprende a deixar ir,

mesmo querendo ficar.

Porque amar, às vezes,

também é saber se afastar com respeito.

Com ternura.

Com gratidão.

Mesmo que no fundo...

a gente só quisesse ficar mais um pouquinho.


Dayane Pastana

(07/2025)





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