Despedida sem adeus
- dayanepastanaa
- há 19 horas
- 1 min de leitura
Sabe aquela sensação amarga,
de estar se despedindo...
mas sem um abraço, sem um adeus formal?
É como se, aos poucos, a gente fosse sumindo da vida um do outro.
Devagar.
Silenciosamente.
Não é uma despedida de viagem,
daquelas que a gente sabe quando vai voltar.
É a despedida de quem se gosta muito,
mas mesmo assim, vai.
Vai cada um pro seu canto.
Pra sua fase.
Pro seu momento.
Pra sua escolha.
E o pior é que não tem vilão nessa história.
Ninguém errou feio,
ninguém foi escroto,
ninguém quebrou promessas.
Pelo contrário...
A gente sabe o bem que fez um pro outro.
O quanto se gostou.
O quanto tudo parecia tão certo, tão possível, tão nosso.
Mas a vida tem dessas coisas.
Ela desenha caminhos que não se cruzam,
cria tempos que não se alinham,
e planta vontades que não florescem juntas.
E dói.
Dói porque ainda tem carinho.
Ainda tem saudade.
Ainda tem aquele pensamento bobo de "e se fosse diferente?".
Mas não é.
E a gente aprende a deixar ir,
mesmo querendo ficar.
Porque amar, às vezes,
também é saber se afastar com respeito.
Com ternura.
Com gratidão.
Mesmo que no fundo...
a gente só quisesse ficar mais um pouquinho.
Dayane Pastana
(07/2025)
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